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GÊNESE E EVOLUÇÃO DAS FORMAÇÕES SUPERFICIAIS NOS TRÓPICOS | CARLOS ROBERTO ESPINDOLA

Os solos das paisagens do mundo sempre exerceram o fascínio das coletividades, ou de interesses pessoais, por razões diversas, desde os aspectos místicos, como uma das forças da natureza, ou como um substrato responsável pelo sustento dos vegetais usados para a nutrição dos seres vivos, senão como um patrimônio econômico aloroso. O interesse pela preservação, melhoramento e conservação das suas boas características vem se acentuando em face das preocupações com a qualidade ambiental e da própria sustentabilidade do Planeta, quaisquer que sejam as regiões e os seus problemas específicos. À presente obra pode ser creditado um enfoque agrogeoambiental, ao inserir o solo e o relevo na história do globo terrestre, em seus processos evolutivos nas sucessivas mudanças das paisagens ao longo do tempo geológico. O agrupamento das diferentes categorias de solos em classes taxonômicas é apresentado com ressalto para o mundo intertropical, a elas sendo atribuídos mecanismos genéticos em nível hierárquico elevado. Ainda que mecanismos naturais devastadores sobrevenham – tectonismos, vulcanismos, tsunamis, degelos polares e invasões continentais das águas oceânicas, em regiões localizadas –, os solos preservados ou bem conservados sempre constituirão um poderoso recurso natural de subsistência da humanidade remanescente. A aplicação dos conhecimentos sobre os solos prescinde dos conhecimentos sobre a sua gênese e classificação, devidamente tratados no escopo da evolução das formações superficiais, concebida como a interface geologia-geomorfologia-pedologia.